quinta-feira, 20 de julho de 2017

Preparando-se para a viagem: visto, vacinas, seguro, etc

Já está quase tudo pronto para sua viagem internacional. Você já decidiu o lugar, fez as reservas e planejou o roteiro. Agora só falta resolver algumas questões burocráticas.

A primeira coisa que você deve pesquisar é se o país exige Visto para entrada. O visto é uma autorização para circular e permanecer no país por determinado período. Existem vários tipos de visto (trabalhar, estudar, etc), mas o que precisamos é o de turismo. Ele é concedido por prazo determinado e há cobrança de taxa pela emissão. A forma de emissão do visto varia de um país para o outro. Alguns exigem que você faça um requerimento formal e o apresente ao consulado ou embaixada dele no seu país. Outros pedem para você preencher um formulário e pagar uma taxa no momento de ingresso no território. Nesses casos o visto é concedido na hora.  Também há vistos que podem ser emitidos através da empresa aérea. Para informações, acesse o site da embaixada do destino. Não custa lembrar que mesmo quando o país não exige visto o tempo de permanência é limitado. Informe-se sobre isso antes de viajar. 
Dica: para a maioria dos países a emissão do visto é feita sem maiores problemas. Mas há aqueles mais exigentes. Acho que para brasileiros o visto para os EUA é o mais complicado. Se sua viagem for para lá, sugiro que você não conclua suas reservas antes de ter o visto, pois não existe nenhuma regra que garanta a aprovação.

Mas não é apenas o visto que se exige. Lembre-se que todo país pode recusar a entrada de estrangeiros em seu território sem dar muita explicação. Por isso é importante saber os requisitos para imigração. Vou falar aqui das exigências mais comuns.

Passaporte ou Documento de identificação – Em regra, os países exigem que você apresente um passaporte com validade mínima de 6 meses. Os países europeus membros do Tratado de Schengen exigem que a validade se estenda por mais 3 meses a contar do fim da viagem. Meu conselho: para não correr risco de esquecer, sempre renove o passaporte antes desse período. Nos países integrantes do Mercosul, exige-se do brasileiro apenas um documento de identificação. Mas ele tem que estar em boas condições, ter foto e não ser muito antigo. Eu sempre uso o passaporte, mesmo quando ele não é exigido. Mas se você não tiver, procure saber os documentos aceitos como identificação no país de destino.
Reserva de hotel, passagem de volta e meios de subsistência durante sua estadia – o que eles querem saber é se você está só turistando ou se pretende entrar ilegalmente no país. Se você for ficar na casa de alguém, vai precisar de uma carta da pessoa te convidando e do contato dela. Para provar que você possui dinheiro suficiente para se manter vale mostrar cartão de crédito, débito ou qualquer outro meio equivalente à moeda. Cada país exige uma quantia diária mínima.
Vacina – muitos países exigem que o viajante originário de determinadas áreas apresente o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) para comprovar que está imunizado contra a febre amarela. Para saber mais sobre o assunto, veja o post Vacina contra a febre amarela: como saber os países que a exigem.
Seguro saúde – essa também é uma exigência comum. Os países da União Européia pedem um seguro de 30 mil euros. Mesmo que não seja obrigatório, aconselho que você faça o seguro. Acho que é o tipo de economia que não vale a pena.
Dica: A maioria dos cartões internacionais de crédito disponibilizam para os clientes esse seguro, desde que a passagem tenha sido comprada com o cartão. Isso vale inclusive no caso de você resgatar as passagens com milhas e pagar só as taxas aeroportuárias com ele. Informe-se com a administradora do seu cartão.

Pode ser que você chegue ao seu destino e o agente da imigração carimbe seu passaporte sem perguntar ou exigir nada, mas não dá pra arriscar ter que voltar no próximo voo, não é?

Próximo post: Dicas financeiras - custo da viagem e compra de moeda.


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Barcelona - Eixample, Casa Batlló e La Pedrera


La Pedrera
O bairro modernista do Eixample é um verdadeiro museu a céu aberto.  Ele foi planejado no auge do modernismo e em um período de grande riqueza da cidade. Suas ruas largas descortinam obras primas da escola modernista barcelonense, a qual vai muito além de Gaudí. Outros grandes nomes do modernismo como Domènech Montaner e Puig i Cadafalch também deixaram suas marcas pelas avenidas do bairro.

O desenho das sacadas seria uma máscara ou uma caveira?

Na CasaBatlló (Passeig de Gràcia, 43) a originalidade de Antonio Gaudí salta aos olhos em cada detalhe da fachada e do interior. Aqui ele usou como tema o oceano. A visita faz você mergulhar fundo nesse mundo fantástico de formas, cores e texturas. O ingresso para conhecer o interior inclui um audioguia (tem em português), o que torna a visita muito fácil e interessante.

Repare nas colunas que sustentam o grande arco da janela como se parecem com ossos.

Após ver a casa você vai descobrir que ele não se importava só com a estética. Gaudí se preocupava muito com o conforto e a funcionalidade das instalações. Utilização de luz natural, estruturas para circulação de ar, uso de material reciclável, enfim, ele era um artista realmente de vanguarda. E sua inspiração maior era a natureza. 

Balcão panorâmico, com direito à foto.
Nada tem forma padronizada.
A escada de serviço também tem seu estilo.

Já na entrada sinais de uma arquitetura diferenciada.
Do piso ao teto tudo têm sua personalidade.
Um dos destaques do prédio é o terraço, onde ele usou sua técnica decorativa chamada trencadís, que consiste numa espécie de mosaico com peças de cerâmica geralmente coloridas, para criar figuras fantásticas.

O telhado é enfeitado pelos dutos das lareiras.
Cores em todos os detalhes.
Você pode até não gostar muito do estilo do arquiteto, mas depois dessa visita vai ter que reconhecer que ele era genial.



Casa Amatller (Passeig de Gràcia, 41), localizada ao lado da Casa Battilo, é outra joia da arquitetura modernista. Aqui a visita acontece a cada 30min e pode ser guiada ou com audioguia. Foi planejada por Josep Puig i Cadafalch, que só modificou a fachada e o primeiro andar, onde morava a família dona do prédio. O resto era alugado, uma prática comum na época. 

Ao fundo fica a loja de chocolates Amadler. À direita, a entrada da casa.

O interessante é que a maioria dos móveis e peças de arte são originais.



O dono era um fabricante de chocolates e há um café no primeiro andar super agradável.


É um dos poucos lugares onde você encontra o chocolate Amatller, além de cafés, sanduíches e saladas.



Duas casas depois, na esquina, você verá a Casa Lleó i Morera (Passeig de Gràcia, 35), desenhada por Lluís Domènech Montaner. Ele foi contemporâneo a Gaudí e um dos grandes mestres de seu tempo. Projetou grandes obras modernistas em Barcelona, como o Hospital de Sant Pau e o Palau de la Música Catalana. A casa não está aberta para visitação, mas no site é possível fazer um tour virtual.

Detalhes que valem ser buscados em cada fachada das lindas casas da avenida.

As três casas foram reformadas na mesma época e dizem que houve uma disputa entre esses grandes mestres do modernismo catalão pelo título de melhor projeto. Inspirado em uma lenda grega, o episódio ficou conhecido como Manzana de la Diacordia (Maçã da Discórdia). Na mitologia três deusas disputaram uma maçã de ouro que seria concedida a mais bela. A escolha é difícil. As três casas são fantásticas cada uma a seu estilo.

Da direita para a esquerda: Casa Battló, Casa Amatller e lá na esquina a Casa Lleó i Morera.

Do outro lado da rua, a distância de uns dois quarteirões, está a Casa Mila (Passeig de Gràcia, 92), também conhecida como La Pedrera. 


O dono da Casa Batlló indicou Gaudí ao proprietário, que deu um orçamento ilimitado para a reforma do prédio. É uma construção maior, feita para abrigar um condomínio de apartamentos. O engraçado é que o projeto não foi muito bem recebido pela população e o apelido La Pedrera não era nem um pouco elogioso na época. Após ser declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco a casa foi restaurada e hoje pode ser visitada. Na verdade só é possível acessar o Terraço, o sótão, um apartamento decorado como na época da reforma e o saguão de entrada. Atualmente a maioria dos apartamentos servem de escritório e moradia.




No terraço ficam as famosas chaminés que lembram a cabeça de um guerreiro com armadura. A técnica de trecandís aqui foi utilizada de forma monocromática. A decoração dos terraços e a transformação das chaminés em esculturas são características da obra de Gaudí. A visita também inclui o audioguia.


Vista emoldurada para a Sagrada Família.

Vista do Passeio de Gràcia a partir do terraço.
Toda a grande avenida chamada Passeio de Gràcia é ladeada de construções magnifícas. 


Casa Lleó i Morera

Casa Mila

No fim do século XIX e início do XX a cidade foi modernizada e essa região foi a escolhida pela burguesia endinheirada como residência. Hoje a avenida continua sendo um endereço de luxo e sofisticação, mas no lugar de famílias ricas ela abriga lojas como Louis Vuitton, Cartier, Dior, entre outras.


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Madri - Roteiro de 2 e 3 dias

Parque Del Retiro.

A capital espanhola é uma cidade bonita e vibrante, repleta de museus interessantes e com ótimas opções de bate e volta para fazer no entorno. Na gastronomia destacam-se a paella e o jamón ibérico, passando pelos variados tapas (o equivalente aos nossos petiscos), companhia perfeita para os excelentes vinhos espanhóis. Nos fins de semana os madrilenhos lotam parques, museus, bares e restaurantes. Aliás, a vida cultural e social da cidade continua a toda durante a semana. Nem o clima frio que pegamos no fim de março, quando a temperatura ainda gira em torno dos 10°C, afastava as pessoas das ruas. Difícil vai ser não gostar da cidade.

Roteiro

Vou colocar aqui três opções de roteiro: Slow travel, Direto ao ponto e Low cost. Escolha o que melhor se adequar à sua viagem. Você só vai precisar de um bom mapa (vale baixar no google maps a versão off line) e disposição.

Slow travel (3 dias + 1 dia para um bate e volta)
Esse é um roteiro para ser feito sem correria e que vai um pouco além das atrações básicas da cidade.

Dia 1
Comece pela Puerta del Sol, onde há uma estação de metrô. Aqui é o coração comercial da cidade. Trata-se de uma grande praça sempre movimentada e com muitas lojas no seu entorno.

Seja de dia...
...ou à noite, a praça é sempre frequentada.

A mais famosa é a grande loja de departamentos espanhola El Corte Inglês, que ocupa dois prédios inteiros na própria praça. Lá você encontra "ilhas" de várias marcas conhecidas de roupas, sapatos, cosméticos e até um supermercado no subsolo.


Dica: Logo na entrada há um quiosque de informações onde você pode fazer um cartão de desconto que funciona assim: a cada compra você acumula 10% do valor para usar em outra. Além disso, acumulando 90 euros em compras você poderá solicitar a devolução do IVA (Tax Free). Isso vale para as outras lojas também.

Deixe as compras para mais tarde e procure na praça a estátua símbolo de Madri: o Urso e o Madroño. A escultura de Antonio Navarro Santafé reproduz a figura que está no escudo de armas da cidade, um urso em pé tentando alcançar os frutos de uma árvore (madroño). Embora seja uma escultura pequena, desde sua inauguração em 1967 faz a alegria dos turistas.


De lá pegue a Calle Mayor e siga para outro símbolo da capital espanhola, a Plaza Mayor. Trata-se de uma grande praça retangular rodeada por lindos prédios.




Um edifício que merece atenção é a Casa de La Panadería, que já exerceu funções das mais diversas, desde moinho até aposentos reais, e atualmente abriga a Sede do Centro de Turismo de Madri. Pena que de sua construção original (1590) conserva muito pouco.


 A estátua no centro da praça é de Felipe III.


Embora a Plaza Mayor tenha sido construída no século XV, ela sofreu vários incêndios e reconstruções ao longo do tempo. Seu traçado atual foi obra do arquiteto Juan de Villanueva, que após o incêndio de 1790 reduziu a altura dos edifícios, fechou as esquinas e ergueu nove arcos de acesso.  O mais conhecido é o Arco de Cuchilleros, que levava à rua onde ficavam as oficinas de cutelaria.


Saia por este arco e pegue a Calle Cava de San Miguel à direita para chegar ao Mercado San Miguel, um complexo de lojinhas de tapas e bebidas dentro de uma linda estrutura art nouveau. Tudo com uma cara ótima.






Se você não fizer questão de parar e sentar em um restaurante, almoce aqui. Nós fomos em um sábado e estava lotado. Se puder, escolha outro dia.


Mas talvez você prefira um almoço no restaurante mais antigo do mundo em funcionamento. Nesse caso, saindo do arco pegue à esquerda e siga pela Calle dos Cuchilleros até o n.17, onde desde 1725 funciona o restaurante Botín.  Convém reservar.



Após o almoço, pegue a Calle Mayor novamente e siga para a Catedral de Santa María la Real dela Almudena (Calle Bailén, 10). Não é uma igreja antiga (século XX), mas vale a visita. Destaque para os belos vitrais e o teto colorido. A entrada é gratuita.



Seguindo pela Calle de Bailén, você chega ao Palácio Real, residência oficial dos Reis da Espanha desde sua construção em meados do século XVIII.



Destaque para a sala do trono, a real armería e os belos jardins del Campo del Moro.  A galeria de arte conta com obras de Caravaggio, Goya entre outros. A visita interna é paga, mas a entrada no jardim é gratuita. Na alta temporada e nos fins de semana vale a pena comprar o ingresso pela internet para não perder tempo na fila.


A troca da guarda acontece todas as quartas-feiras e sábados do ano na Puerta del Príncipe (Calle de Bailén). Na primeira quarta-feira de cada mês há uma cerimônia especial chamada Relevo Solene, na Plaza de la Armería. A entrada é gratuita pela Puerta de Santiago. Verifique no site os horários.

Após visitar o Palácio, retorne para a Calle de Bailén e siga até a Plaza de España, onde Don Quixote de la Mancha e Sancho Pança recebem os visitantes sob o olhar de seu criador, Miguel de Cervantes.



Logo após a praça, na Calle Ventura Rodriguez, fica o Museu Cerralbo, casa de um antigo aristocrata que guarda belas obras de arte e mostra um pouco de como era a vida na época. O único problema é que ele fecha às 15h (salvo na quinta que também abre de 17h às 21h). Se sua visita ao Palácio for rápida, talvez dê tempo de visitá-lo.


Nossa última parada do dia será no Templo de Debod. Ele fica em um parque um pouco depois da Plaza de España. Basta seguir pela Calle Ferraz que logo você avistará do lado esquerdo a linda construção, presente do governo egípcio pela ajuda espanhola nas obras de remoção e realocação dos templos localizados na região que foi inundada pelas obras da Represa de Assuan. A entrada é gratuita. Dizem que é um ótimo lugar para assistir ao pôr do sol.


Depois é só retornar à Plaza de Espana para pegar o metrô.

Se ainda sobrar disposição, desça na estação de metrô Atocha e visite o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, dedicado à arte moderna e contemporânea. Ele faz parte da tríade de museus imperdíveis de Madri. 


A grande estrela do acervo é o impactante quadro Guernica, de Picasso, mas também chama a atenção a coleção de obras de Salvador Dali. Como ele fecha às 21h (salvo domingo que fecha às 19h) e não é tão grande, acredito que dê tempo.









Dia 2
Nosso dia começa em um dos mais interessantes museus da Espanha, o Museu ThyssenBornemisza (Paseo del Prado,8 -  Estação de metrô Banco de España - Linha 2).


Para mim é o melhor da cidade, pois seu acervo reúne obras do século XI ao pós-guerra. Além disso, o percurso sugerido está bem sinalizado e segue de forma cronológica, o que facilita a visita. Ele foi fundado a partir da coleção particular da família Thyssen-Bornemisza, posteriormente adquirida pelo governo espanhol. Rafael, Tiziano, Rubens, Rembrandt, Caravaggio, Renoir, Van Gogh, Kandinsky, Picasso, são apenas alguns de grandes nomes da pintura cujas obras podem ser vistas no museu.



Para quem se interessa pelo tema, do outro lado do Paseo del Prado fica o Museo Naval (Paseo del Prado,5). Embora seja gratuito, pede-se uma contribuição voluntária para a manutenção do museu.


Réplica de cabine de uma galeão espanhol.

Siga pelo Passeo Del Prado até a Plaza Cibeles e admire a belíssima fonte que deu nome ao local.  Ela data de 1782, mas apenas em 1895 foi realocada para a praça. Uma curiosidade é que ela era usada no abastecimento de água da população quando foi construída. Os lindos edifícios do entorno abrigam órgãos do governo. Como a deusa Cibeles também é um símbolo dos torcedores do time de futebol Real Madri, eles costumam se reunir aqui para comemorar seus títulos. Falando nisso, uma boa opção para a tarde é pegar o metrô na estação Banco de España, ao lado da praça, e seguir para o Estádio Santiago Bernabéu (Av. Concha Espina, 1 - Estação de metrô Santiago Bernabeu - Linha 10), a casa do Real Madrid. Lá você pode fazer um tour pelo estádio e conhecer mais da história do time. 
Agora, caso você não tenha visitado o Museu Reina Sofia no dia anterior, termine a tarde por lá.

Dia 3
Outro museu muito bem avaliado no TripAdvisor, mas menos visitado pelos turistas, é o Museo Arqueológico Nacional (Calle Serrano, 13 - Estação de metrô Serrano - Linha 4).


Embora ele tenha sido criado em 1867 com foco na história espanhola, seu acervo reúne objetos egípcios, gregos, romanos e de outras antigas civilizações do mundo. Infelizmente não conseguimos visitá-lo por falta de tempo, mas li tantas recomendações que acho que vale a pena.
Após visitar o museu, desça pela sofisticada Calle Serrano, repleta de lojas de grifeaté a Puerta de Alcalá. Esse lindo monumento foi construído por Carlos III em 1778 no lugar de outra do século XVI. Ela era uma das cinco portas que davam acesso à cidade murada.


Do outro lado da rua fica uma das entradas para o Parque del Retiro. Esse lugar é um verdadeiro refúgio da agitação da cidade. Troque o almoço por um piquenique por aqui. Ele tem um grande lago, fontes, estátuas e lindas alamedas.


Você pode alugar um barquinho desses para passear pelo lago.

Passando o lago você chega ao Palácio de Velásquez, um imponente edifício do século XIX construído para uma Exposição Nacional de Mineração. 



Um pouco depois fica o  Palácio de Cristal, uma bela estrutura de metal e cristal construída para servir como uma gigantesca estufa para plantas tropicais na Exposição das Ilhas Filipinas em 1887. Ambos são usados atualmente como sala de exposição temporária do Museu Reina Sofia.






Saia do parque por uma das laterais que leve ao Museo Nacional del Prado. Esse é o museu mais famoso da Espanha. Termine seu dia por lá. Ele foi criado em 1819 pelo rei Fernando VII para expor a coleção adquirida ao longo dos séculos pelos monarcas espanhóis. Com o tempo foi recebendo novas obras e hoje é considerado um dos museus mais importantes da Europa. Seu acervo reúne obras de Velásquez, Goya, Rafael, El Greco, Rubens e outros grandes mestres da pintura. Imperdível!


Direto ao ponto (2 dias + 1 dia para um bate e volta)
Nesse roteiro foquei nos sightseeings de Madri. A tríade de museus de arte, o centro histórico e o Parque del Retiro pra dar uma relaxada entre um museu e outro.

Dia 1
Comece o dia cedo visitando o Museu do Prado e de lá siga pela Carrera de San Jerônimo (a rua que sai na Fonte de Netuno) até a Puerta del Sol. São uns 15min. de caminhada. Se preferir pegue o metrô na estação Antón Martín ou na Atocha em direção à estação Sol. Use o roteiro slow travel a partir daí. Almoce no Mercado San Miguel ou compre um sanduíche de jamón nas tentadoras lojas do caminho.  Dependendo da época (no verão os dias são mais longos) e do tempo que você gastou no Prado, vai dar para fazer tudo ou pelo menos chegar até o Palácio Real.

Dia 2
Visite o Museu Thyssen-Bornemisza pela manhã. Depois siga pelo Paseo del Prado até a Plaza de Cibeles e entre na Calle de Alcalá à direita. Caminhe até a Puerta de Alcalá e entre no Parque del Retiro. Aproveite para almoçar por aí. Um boa é comprar alguma coisa pelo caminho para um piquenique. Atravesse o parque até a Estátua del Angel Caído e entre à direita no Paseo del Duque Fernán. Você vai sair ao lado da estação Atocha. Atravesse o Paseo del Prado e entre na Calle Atocha. Vire na primeira rua à esquerda, Calle Dr. Drumen. Você vai sair em frente ao Museu Reina Sofia.

Low cost
Além de não ser uma das cidades mais caras da Europa em termos de hospedagem e alimentação, Madri tem características que ajudam muito o viajante que quer economizar. Ela é uma cidade que dá para fazer tudo a pé, pois é quase toda plana e suas atrações principais estão a uma distância caminhável uma da outra,  e todos os museus oferecem entrada gratuita em algum dia ou horário. Por isso, esse roteiro deve ser feito com base nos dias e horários de gratuidade dos museus. Como só você sabe as datas da sua viagem, o tempo disponível e os museus que lhe interessam, vou colocar aqui uma tabela com os dias da semana e os museus com gratuidade para que você monte o roteiro.

Dica: Esse tipo de roteiro não é legal para quem vai na alta temporada, pois o tempo que você vai perder na fila não vale o esforço. Além disso, nos fins de semana os museus costumam lotar. Se puder ir durante a semana melhor. Fomos ao Reina Sofia no domingo à tarde, quando ele é gratuito, e ficamos 30min na fila. Já na segunda-feira, dia de gratuidade no Thyssen, não tinha nem fila. Isso em março.

Gratuidades:
Peguei essas informações nas páginas oficiais dos museus em março de 2017. Sempre verifique antes de fechar o roteiro.

Segunda-feira
Museu Thyssen-Bornemisza
Museu do Prado, Museu Reina Sofia e Palácio Real (2 últimas horas de funcionamento)

Terça-feira
Museu do Prado e Palácio Real (2 últimas horas de funcionamento)

Quarta-feira
Museu do Prado, Museu Reina Sofia e Palácio Real (2 últimas horas de funcionamento)

Quinta-feira
Museu do Prado, Museu Reina Sofia e Palácio Real (2 últimas horas de funcionamento)
Museu Cerralbo (de 17h às 20h)

Sexta-feira
Museu do Prado, Museu Reina Sofia e Palácio Real (2 últimas horas de funcionamento)

Sábado
Museu do Prado, Museu Reina Sofia e Palácio Real (2 últimas horas de funcionamento)
Museu Arqueológico Nacional (a partir das 14h)
Museu Cerralbo (a partir das 14h, mas fecha às 15h)

Domingo
Museu Arqueológico Nacional
Museu Cerralbo
Museu do Prado e Palácio Real (2 últimas horas de funcionamento)
Museu Reina Sofia (a partir de 13h30)

Bate e volta

Guarde um dia da viagem para um bate e volta no entorno de Madri. Toledo e Segóvia estão a 30min de distância de trem rápido. São cidades incríveis e perfeitas para conhecer em um dia. Compre a passagem de ida e volta com antecedência no site da Renfe, principalmente na alta temporada, para conseguir uma tarifa melhor e um bom horário. Reserve de 5h a 6h no mínimo para rodar pelas cidades mais o tempo de locomoção. Em breve faremos um post só delas.

Toledo


É uma linda cidade medieval amuralhada muito bem preservada e margeada pelo rio Tajo (o mesmo Tejo de Portugal). Seu centro histórico foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Caminhando pelas ruas da cidade você vai se deparar com igrejas, mesquitas e sinagogas convivendo harmoniosamente. Isso porque Toledo abrigou cristãos, mulçumanos e judeus dentro de suas muralhas, o que lhe deu o apelido de "Cidade das Três Culturas". Com tantos atrativos, não é a toa que se transformou no bate e volta preferido de quem está em Madri.

Como chegar: O trem rápido (AVE) sai da estação Puerta de Atocha (Estação de metrô Atocha Renfe - Linha 1). Ao chegar em Toledo, você pode pegar um ônibus no ponto do lado de fora da estação à direita e saltar na Plaza de Zocodover ou ir caminhando (15 a 20min). O visual que se descortina da cidade é belíssimo, mas o percurso é em subida. Nós fomos de ônibus e voltamos a pé. É uma boa opção também.



Principais atrações: Plaza de Zocodover (comece por aqui e pegue um mapa no Escritório de Turismo), Alcázar, Catedral, Monastério de San Juan de los Reyes, Bairro Judeu, Ponte de San Martin, Puerta de Bisagra e Ponte de Alcantara.

Segóvia


É uma cidade que chama a atenção pela mistura de culturas e estilos. Você tem de um lado um aqueduto romano, do outro um Alcázar, no meio construções medievais e um antigo bairro judeu. Parte das muralhas ainda estão preservadas. É uma cidade linda, agradável de caminhar e muito fotogênica. E o melhor: a quantidade de turistas é bem menor do que em Toledo.

Como chegar: Pegue o trem rápido que sai da estação Chamartín (Estação de metrô Chamartín - Linhas 1 e 10). Também há trens que saem da estação Atocha, mas são os lentos (Cercanias). Na frente da estação ferroviária você pega o ônibus que leva ao centro da cidade. Ele coincide com o horário de chegada do trem. Todo mundo desce no mesmo ponto, em uma praça. Entre na Av. Acueducto à direita e logo você vai avistar o aqueduto ao fundo. Ao lado dele tem um Escritório de Turismo. Pegue um mapa e comece o passeio. Na volta você pode pegar o mesmo ônibus, que passa do outro lado da rua de onde você ficou na chegada. Mas dê uma olhada nos horários que ficam afixados no ponto. Você vai precisar de no mínimo 20min para chegar na estação ferroviária com calma. Outra opção é pegar um táxi.




Principais atrações: Alcázar (não deixe de subir na torre), Aqueduto Romano, Mirador de la Canaleja,  Igreja de San Martín, Catedral, Plaza Mayor, Bairro Judeu, Muralhas e Puerta de San Andrés.